Por que os apartamentos em Goiânia têm se valorizado e o que olhar antes de comprar ou vender
Os apartamentos em Goiânia têm se valorizado por causa de dois movimentos que acontecem ao mesmo tempo. A procura cresce acima da média do país, com alta de 12,7% nas vendas de unidades novas no primeiro trimestre de 2026, segundo a Ademi-GO, contra 4,1% no mercado nacional. E a cidade mudou as regras de construção em 2022, o que diminuiu a quantidade de apartamentos que cabem em cada terreno nas regiões mais procuradas.
Se você vai comprar, vender ou investir, isso aparece na hora de olhar o preço. E aí pode surgir a dúvida: se você pesquisou o metro quadrado de apartamento em Goiânia nos últimos meses, provavelmente encontrou valores que parecem não conversar entre si: R$ 8.352 em um levantamento e R$ 10.914 em outro. No Setor Marista, o mesmo bairro aparece a R$ 11.339 ou a R$ 13.462 por metro quadrado.
Cada número está correto dentro daquilo que se propõe a medir. Um mostra quanto se pede nos anúncios, o outro quanto se pagou nas unidades novas. Saber qual deles você está olhando muda a conversa, seja para avaliar uma proposta, seja para definir o preço de um imóvel que vai à venda.
Abaixo, você vê o preço atual por fonte, o ranking dos bairros, o que explica a alta dos últimos anos, quantos apartamentos estão à venda hoje e as perguntas que ajudam a decidir.
Qual é o valor do metro quadrado de apartamento em Goiânia?
O valor do metro quadrado em Goiânia depende do que se está medindo. Existem duas medições públicas e recentes, com metodologias diferentes. O Índice FipeZAP, no informe de junho de 2026, aponta média de R$ 8.352 por metro quadrado em Goiânia, com base em preços anunciados de apartamentos prontos. A pesquisa da Ademi-GO, referente ao primeiro trimestre de 2026, aponta R$ 10.914 no preço comercializado de unidades novas em empreendimentos verticais.
| Fonte e período | O que a fonte mede | Preço médio do m² |
|---|---|---|
| Índice FipeZAP, junho de 2026 | Preço anunciado de apartamentos prontos | R$ 8.352 |
| Ademi-GO, 1º trimestre de 2026 | Preço comercializado de unidades novas em empreendimentos verticais | R$ 10.914 |
Uma diferença que vale registrar: o FipeZAP considera anúncios de apartamentos prontos, novos e usados, enquanto a Ademi-GO acompanha as vendas de unidades novas em empreendimentos verticais.
Por que cada levantamento mostra um valor diferente para o mesmo bairro?
Porque anúncio e venda são momentos diferentes da mesma negociação, e porque apartamento novo e de revenda são produtos diferentes. O preço anunciado é o quanto o vendedor pede. O preço comercializado é o quanto o comprador pagou. Entre os dois existe a negociação.
A regra prática é direta e resolve a maior parte das dúvidas: antes de comparar dois números, verifique se os dois têm a mesma medida.
Qual é o bairro com o metro quadrado mais alto de Goiânia?
O metro quadrado no Setor Marista é o mais alto de Goiânia nas duas fontes consultadas, em patamares diferentes conforme a metodologia de cada uma. Pelo Índice FipeZAP de junho de 2026, o Marista aparece a R$ 11.339, seguido por Setor Sul, Setor Bueno e Jardim Goiás, todos acima da média da cidade. Os valores abaixo são preços anunciados.
| Bairro | Preço anunciado (R$/m²) | Variação em 12 meses |
|---|---|---|
| Setor Marista | 11.339 | +3,9% |
| Setor Sul | 10.904 | +2,3% |
| Setor Bueno | 9.796 | +3,7% |
| Jardim Goiás | 9.549 | +1,4% |
| Jardim América | 8.596 | +8,9% |
| Setor Oeste | 8.467 | +6,2% |
| Média de Goiânia | 8.352 | +6,5% |
A concentração de oferta acompanha a de preço. Pelo panorama da Ademi-GO com a Brain Inteligência Estratégica referente a dezembro de 2025, Setor Bueno e Setor Marista respondiam juntos por 28,2% de todo o estoque residencial vertical de Goiânia.
Os bairros que mais valorizaram em Goiânia são os mais caros?
Não necessariamente. Nos 12 meses encerrados em junho de 2026, pelo Índice FipeZAP, Jardim América subiu 8,9% e Setor Oeste subiu 6,2%, ambos acima do Marista, que cresceu 3,9%. O Marista lidera o valor absoluto, mas não a variação do período.
O quadro completo também mostra movimentos na direção oposta. No mesmo informe de junho de 2026, o FipeZAP registra queda de 1,2% no Setor Aeroporto e de 0,4% na Nova Suíça em 12 meses. A valorização em Goiânia se distribui de forma desigual entre as regiões, o que reforça a importância de olhar o bairro, e não só a média da cidade, e de consultar um especialista antes de tomar a decisão.
Qual foi a valorização dos imóveis em Goiânia ano a ano?
A série anual do Índice FipeZAP mostra altas fortes entre 2021 e 2024, um avanço mais moderado em 2025 e uma retomada em 2026.
| Período | Variação em Goiânia |
|---|---|
| 2021 | +13,70% |
| 2022 | +20,91% |
| 2023 | +14,84% |
| 2024 | +11,49% |
| 2025 | +2,55% |
| 12 meses até junho de 2026 | +6,50% |
Os preços anunciados subiram em todos os períodos, sem nenhum ano de queda. E em cinco dos seis períodos a alta ficou acima da inflação medida pelo IPCA no mesmo intervalo, conforme as duas séries publicadas no próprio informe do FipeZAP.
O que explica a procura por apartamentos em Goiânia?
Os dados do primeiro trimestre de 2026 apontam demanda na capital de Goiás acima da média nacional. Segundo a Ademi-GO, foram 2.882 apartamentos novos comercializados em Goiânia no período, alta de 12,7% sobre o mesmo trimestre de 2025, enquanto o mercado nacional cresceu 4,1%, conforme dados da CBIC. No mesmo trimestre, os lançamentos na capital cresceram 15,8%.
O volume se manteve ainda que em cenário de juros altos. Pelo panorama da Ademi-GO com a Brain Inteligência Estratégica, a capital registrou R$ 8,06 bilhões em valor geral de vendas em 2025, depois de R$ 8,27 bilhões em 2024, o segundo ano seguido acima da marca de R$ 8 bilhões.
No segmento de alto padrão, o IDI-Brasil, levantamento do Ecossistema Sienge, da CV CRM e do Grupo Prospecta em parceria com a CBIC, colocou Goiânia em terceiro lugar entre 81 cidades pesquisadas no primeiro trimestre de 2026, atrás apenas de Brasília e São Paulo. Na atualização do segundo trimestre, a capital passou ao quarto lugar, ainda entre as cinco primeiras do país.
Por trás desse fluxo estão fatores que a equipe da My Broker Marista vê se repetirem nas conversas com quem compra: a força da economia goiana, a segurança, a referência em saúde e educação, o custo de vida competitivo frente a outras capitais e a posição central no país, no eixo Brasília-Goiânia.
“O crescimento e a valorização do mercado imobiliário de Goiânia são resultado da combinação de diversos fatores econômicos, sociais e estruturais. Quando uma cidade cresce de forma consistente, atrai investimentos, gera empregos e melhora sua infraestrutura, a valorização dos imóveis passa a ser uma consequência natural desse processo”, afirma Mariana Vilela Herbert, sócia-diretora da My Broker Marista.
O que mudou nas regras de construção de Goiânia
Uma mudança de legislação urbana teve efeito direto sobre o custo de cada unidade. Em declaração, o presidente do Conselho da Ademi-GO, Fernando Razuk, afirmou que a revisão do Plano Diretor de Goiânia, instituída pela Lei Complementar nº 349/2022, reduziu o aproveitamento construtivo de cerca de dez vezes para 7,5 vezes a área do terreno em diversas regiões. Onde antes se implantavam 100 unidades, hoje se implantam 75, e o terreno passa a pesar cerca de 33% a mais no custo de cada apartamento.
A entidade cita ainda o aumento do custo de obra e a escassez de mão de obra qualificada como pressões adicionais sobre o preço de produção. O mesmo panorama da Ademi-GO com a Brain mostra, porém, que a oferta residencial disponível em Goiânia chegou a 12.067 unidades em 2025, acima do ano anterior. Ou seja, a restrição aparece nos parâmetros de construção, mas o estoque disponível para venda cresceu no período, o que tende a dar mais margem de escolha a quem está comprando agora.
Os apartamentos vão continuar valorizando?
Ninguém consegue prever o percentual exato para um apartamento específico. O que dá para acompanhar são os fatores que influenciam o preço e o que dizem as entidades que estudam o setor. A Ademi-GO, que produz pesquisa periódica sobre o mercado em Goiás, avalia que a transição do Plano Diretor, os custos de produção e a escassez de mão de obra tendem a manter pressão sobre os preços dos lançamentos na capital ao longo de 2026.
Quatro perguntas antes de comprar ou vender um apartamento em Goiânia
Apartamento em Goiânia vale a pena? Os números ajudam a mapear o mercado, mas a decisão depende do seu objetivo. Antes de fechar negócio, vale responder a estas perguntas:
- Qual é o objetivo? Moradia, renda de aluguel, valorização patrimonial ou venda pedem estratégias diferentes.
- Qual é a forma de pagamento? Capital próprio, financiamento ou permuta mudam o leque de oportunidades reais.
- A região combina com a rotina? Para quem vai morar, a dinâmica da família define a região antes do imóvel.
- Qual é o horizonte? Imóvel é decisão de médio e longo prazo, e o prazo disponível muda tanto a escolha de quem compra quanto o preço de quem vende.
“Os clientes que procuram a My Broker Marista buscam, acima de tudo, clareza e segurança para tomar uma decisão importante. Em um mercado com muitas opções, uma das maiores necessidades do cliente é ter um profissional que filtre as oportunidades e o oriente durante todo o processo, tornando a decisão mais simples e segura”, afirma Mariana Vilela Herbert.
É esse diagnóstico que a equipe da My Broker Marista faz antes de apresentar qualquer imóvel ou colocar um apartamento no mercado: entender o objetivo, o momento de vida e a realidade financeira de cada cliente, e só então definir o caminho. Se você está avaliando um apartamento em Goiânia, para comprar ou para vender, fale com a nossa equipe.
Perguntas frequentes sobre valorização de apartamentos em Goiânia
Qual o valor do m² em Goiânia?
Depende do que se está medindo. O Índice FipeZAP aponta R$ 8.352 por metro quadrado em junho de 2026, em preços anunciados de apartamentos prontos. A pesquisa da Ademi-GO aponta R$ 10.914 no preço comercializado de unidades novas do primeiro trimestre de 2026. Cada medida responde a uma pergunta diferente sobre o mesmo mercado.
Qual é o bairro com o apartamento mais valorizado de Goiânia?
O Setor Marista lidera nas duas fontes, em patamares diferentes. Pelo FipeZAP de junho de 2026, R$ 11.339 em preços anunciados. Pela pesquisa da Ademi-GO do primeiro trimestre de 2026, R$ 13.462 em preço comercializado de unidades novas.
Qual a valorização de um apartamento por ano em Goiânia?
Não há percentual anual fixo. Pela série do Índice FipeZAP, a variação da capital foi de 13,70% em 2021, 20,91% em 2022, 14,84% em 2023, 11,49% em 2024 e 2,55% em 2025, com alta de 6,50% nos 12 meses encerrados em junho de 2026. A amplitude entre os anos importa mais do que a média.
Por que os apartamentos em Goiânia subiram de preço mesmo com juros altos?
Pela combinação entre demanda acima da média nacional e mudança nos parâmetros de construção. A Ademi-GO registrou alta de 12,7% nas vendas de apartamentos novos no primeiro trimestre de 2026, contra 4,1% no país pela CBIC, e aponta que a revisão do Plano Diretor reduziu o aproveitamento construtivo dos terrenos, aumentando o peso do terreno no custo de cada unidade.
Preço de anúncio e preço de venda são a mesma coisa?
Não. O preço anunciado registra o quanto o vendedor pede, medida usada pelo Índice FipeZAP. O preço comercializado registra o quanto foi efetivamente pago, medida usada pela pesquisa da Ademi-GO em unidades novas. Cada uma responde a uma pergunta diferente, e a comparação útil é sempre entre medidas equivalentes.
É possível prever a valorização de um apartamento em Goiânia?
Não para um apartamento específico. O que dá para acompanhar são os fatores que influenciam o preço: a procura medida pela Ademi-GO, as regras de construção do Plano Diretor e o comportamento da taxa de juros. Com eles, dá para avaliar bairro, tipo de imóvel, oferta disponível e prazo.
Como está o mercado de apartamentos em Goiânia em 2026?
Em ritmo acima da média nacional, segundo a Ademi-GO: 2.882 apartamentos novos comercializados no primeiro trimestre, alta de 12,7%, com lançamentos 15,8% maiores. Em 2025, a capital registrou R$ 8,06 bilhões em valor geral de vendas, o segundo ano seguido acima de R$ 8 bilhões.